Jornal da Baco #1


Escrever um hockey romance vem sendo um desafio maior do que o esperado

Um hockey romance parece ser fácil (e até meio bobo) de escrever... Mas será mesmo?

Não é novidade para ninguém que estou obcecada por Heated Rivalry -- como metade do mundo também está. Mas essa minha obsessão me levou para um caminho que nunca imaginei que iria: o estranho mundo dos hockey romances.

Hockey não é um esporte muito conhecido fora dos Estados Unidos e do Canadá e por isso não sabia praticamente NADA sobre ele antes de começar a me aprofundar nesse universo. Depois de ter lido HR, senti uma necessidade absurda de ler outros livros com essa temática (que inclusive deixarei algumas recomendações no final desse post) e comecei a procurar mais. Até que chegou num ponto que não bastava mais somente ler; eu precisava criar meu próprio hockey romance.

Pesquisar e tentar entender sobre esse esporte em dois meses foi um desafio. Como não queria perder o meu ápice de interesse (porque sei que logo essa obsessão vai sumir e outra tomará conta da minha cabeça por semanas), deixei minha outra história de lado por um tempo para poder planejar meu romance no gelo, o que resultou em GEN (como carinhosamente chamaremos, até a história estar completa).

Porém, enquanto pesquisava, lia e me aventurava nesse mundo, percebi algo peculiar sobre esse mercado de hockey e hockey romance: 98% dos livros de hockey são protagonizados SEMPRE por homens brancos. A NHL (liga que existe na vida real), também não fica muito pra trás dessa porcentagem, sendo que apenas 4% dos jogadores da NHL são negros e uma porcentagem ainda menor é constituída de homens asiáticos e de nativo americanos. Ou seja, hockey é, infelizmente, um esporte de brancos para brancos.

Além disso, a NHL também não é inclusiva em relação a outras pautas, como a causa LGBTQIA+, o que contrasta com muitos livros disponíveis na Amazon, que fazem um ótimo trabalho ao trazer mais visibilidade para essa questão — Heated Rivalry está aí para provar isso. No entanto, mesmo quando essas obras apresentam representatividade queer, a maioria ainda não inclui pessoas não brancas em suas narrativas.

Uma crítica muito válida que vi as pessoas falando sobre Heated Rivalry (o livro), e o fato do Shane ser um personagens com descendência japonesa, foi que o assunto não foi falado com maior profundidade na história e, levando em consideração as mudanças que o livro e a série acarretaram na vida real -- dando um puxão de orelha da NHL para ser mais inclusiva com pessoas e jogadores LGBT's -- talvez o mesmo pudesse ter acontecido se o livro tivesse explorado mais a questão racial e social por trás do personagem do Shane com a NHL.

Fiquei com isso na cabeça por muito tempo enquanto planejava a história e sabia que queria fazer algo diferente com GEN, sabia que queria fazer uma história inclusiva de diversas formas e pesquisei bastante. Pesquisei em fóruns no reddit, de pessoas não-brancas contando como esse universo esportivo pode ser cruel; pesquisei sobre os maiores jogadores negros da NHL e alguns deles foram provavelmente os melhores jogadores da liga mas que ninguém fala sobre o legado que deixaram; e, claro, observei as críticas deixadas para HR, apesar de amar os personagens. Fazer essas pesquisas é trabalhoso, é preciso estudar, tomar cuidado, ser minucioso. Mas é nossa função como autores -- principalmente nós autores brancos -- trazer esses assuntos em pauta, por mais difícil que sejam, porque vimos como Heated Rivalry conseguiu começar uma mudança na NHL e deixar a liga mais inclusiva.

Mais sobre esse assunto, vou deixar alguns links que falam sobre isso. Infelizmente eles estão em inglês, mas para quem entende algo nessa língua odiosa, acho que vale a pena dar uma olhada!

"Hockey não é para todos": https://www.sjsreview.com/19841/uncategorized/race-in-hockey/

"As histórias não ditas sobre ser um jogador de hockey negro": https://medium.com/@orgmastersab/the-untold-stories-of-being-black-in-hockey-d6ada67e3950

Esse foi um pequeno desabafo de muitas coisas que vim pensando enquanto escrevia GEN. Além dessa questão mais social, GEN também vem sendo uma história desafiadora por uma questão mais técnica: preciso manter controle dos capítulos, dos jogos, dos placares e etc. São detalhes que não são tão importantes assim, mas se você já leu algum outro livro meu (principalmente Sonho Dourado), sabe que me importo muito com esses pequenos detalhes porque acho que eles fazem a diferença.

Na foto a seguir, deixei uma representação visual de como meu planejamento anda bem mais detalhado do que os que fazia em outras histórias (cuidado com spoilers).

Também ando escutando bastante música em francês (aprender francês é uma das minhas metas de 2026) pra entrar no clima da história, então vem tudo sendo meio que uma novidade. Saí completamente da minha zona de conforto, porém acho que era exatamente isso o que precisava, porque me sinto mais criativa e ando tendo mais vontade de escrever.


Agora, na questão de recomendações! Ultimamente, ando lendo muitos livros em inglês porque o catálogo de hockey romance publicado em inglês é maior e por algum motivo, no momento, só quero ler esses diachos de romances no gelo. E, navegando nesse mundo de hockey romances publicados independentemente na Amazon, acabei encontrando alguns muito bons, que me inspiraram ainda mais para minha própria história e que foram um bom passatempo!

*ps: caso se interesse e queira ler, olhe os gatilhos de todos eles antes de começar.

Time to Shine: Da mesma autora de HR, time to shine me conquistou (e me arrisco a dizer que até um pouquinho mais do que Heated Rivalry). Gostei MUITO dessa história, principalmente sobre como a demissexualidade de um dos protagonistas foi abordada.

The New Guy: Pai solteiro? Jogador de hockey? Vizinhos? Angst básico que todo mundo ama? Pois passa pra cá! Desde que li Top Secret, me apaixonei pela escrita da Sarina. Os livros dela são muito divertidos (e inclusive, estou lendo um agora chamado The Last Guy on Earth e eu tô AMANDO).

Gravity: Esse livro é apaixonante e lindamente escrito.

Ricochet: Jogadores de Hockey psicopatas? Dark romance com um vilão que respeita consentimento? Tô dentro! (Esse aqui tem BASTANTE gatilhos)

Iced Out: Uma vibe parecida com Heated Rivalry.

Ele e Nós: A Sarina é co-autora desses, então é claro que amei.

Fresh Ice: Um dos poucos hockey romances da amazon que vi que os personagens são não-brancos. A autora também tem outros livros com representatividade negra e achei tudo. Além disso, É UM OMEGAVERSO!!!

Isso é tudo por hoje, queridos! Espero que tenham gostado do jornal, das atualizações e recomendações dessa semana! Muito obrigada por estarem aqui e vejo vocês daqui sete dias!

Bacoaquiles

Olá, seja bem-vindo! Me chamo Baco, sou escritora de livros independentes, cheios de representatividade e finais felizes!

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Olá, meus queridos! Como vocês estão? Infelizmente dessa vez não tenho tantas atualizações pra trazer, mas tenho algumas coisas legais para contar! Dia 12.06 (simmm, no dia dos namorados!!) o extra da Mia e da Aurora será lançado de forma gratuita no apoia.se!! (e vocês estão sendo os primeiros a saber da data, viu?)Eu lancei de forma antecipada para o pessoal do clubinho, então caso você não esteja se aguentando de ansiedade e quiser ler, vou deixar o link aqui, despretensiosamente......

Oi! Olha só quem voltou! Ontem fez uma semana desde a publicação de Eclipse gostaria de agradecer pelo carinho e pelas mensagens que recebe sobre a história! Esse lançamento não foi tão grande quanto Voluptuosa Vampira (VV ultrapassou TODAS as minhas expectativas), mas só de saber que teve pessoas que gostaram de Eclipse me deixa absurdamente feliz! Tenho bastante coisa para contar e recomendar para vocês! Como já devem saber, eu tô no meu período de escrita do TCC sobre o Coelho Neto! Estou...

Eu sei, eu sei... Sumi por aqui, mas prometo que tenho uma boa justificativa! Como vocês sabem, estou no último ano da faculdade e absolutamente NADA me preparou para a quantidade de coisas que eles começam a pedir para fazermos nesses dois últimos semestres: TCC, projeto comunitário, estágio, monitorias, fóruns.... É coisa pra caramba (inclusive, foi essa loucura acadêmica que me deu ideia para mais livros!) Acabou que meu filho Eclipse foi publicado! Ele está lindíssimo lá na Amazon e...